terça-feira, 6 de agosto de 2013

Retrato a lápis de Gilberto Gil

Esse desenho faz parte da série Artistas Brasileiros. Um projeto que visa valorizar a arte do desenho a grafite e fazê-la figurar entre as coloridas obras da atualidade.

Gilberto-Gil-desenho-a-grafite-Silvia-Reis
Desenho a grafite sobre papel Canson tamanho A3

Gilberto Gil nasceu no dia 26 de Junho de 1942, em Salvador, Bahia.
Um dos nomes de maior importância na Musica Popular Brasileira conduzindo notória carreira como compositor e músico há mais de 50 anos.
Trazendo grande influência do baião, samba e bossa-nova, Gil revestiu sua música de um estilo único incorporando rock, reggae, funk e o ritmo da Bahia, como o afoxé e outros.
Suas composições abrangem uma ampla dimensão e variedade de questões pertinentes à realidade, da desigualdade social às questões raciais; à cultura, à ciência e à religião, entre muitos outros temas, o que faz de Gilbeto Gil  um dos melhores e mais importantes compositores musicais brasileiros.
Gil teve seus álbuns lançados em vários países desde 1978 e viaja até hoje em excursão para a Europa, América e Oriente com sua música de grande riqueza melódica e de ritmo contagiante.
Por seu engajamento sempre criativo em levar para o mundo o coração e a alma da música brasileira, Gilberto Gil tem sido contemplado com muitos prêmios no Brasil e no exterior.



Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura...

Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora

Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
Drão!
Drão!